Se tem uma coisa que eu posso afimar com todas as letras é que eu tive uma ótima infância. Há até quem diga que até hoje eu não sai dessa época, mas há controvérsias.
Fato é que eu fui uma criança feliz, que brincou muito de boneca, subiu em árvore, correu por aí, andou de bicicleta, brincou de pega-pega, esconde-esconde, jogou carta, detetive, banco imobiliário, jogo da vida, war, andou de skate, de patins, de carrinho de rolimã, esfolei muito joelho, machuquei muito braço/perna, testa…
Briguei muito, saia no tapa com meninos e meninas, inclusive mais velhos, dava sustos nas pessoas, inventava mil histórias mirabolantes para contar para as crianças mais novas e assustá-las. Aproveitei minha infância ao máximo e livremente, numa época que não havia celular, em que computadores eram coisa de cientista e internet nem se sabia que existia; em que era possível brincar na rua com os amigos até mais tarde, sem maldade.
Beijo na boca e ficar?? Nem sabíamos direito o que era isso. Nas festinhas, as meninas levavam salgadinhos e docinhos e os meninos levavam refrigerantes e sucos. Na hora de dançar, braços bem esticados, para evitar muita proximidade, afinal, quem dançava agarradinho ficava mal falada. A vassoura que circulava pelo salão era garantia de que todos teriam sua chance de dançar com todos, sem preferências de pares ou pessoas excluídas sentadas num canto por serem tímidas.
Não queimei etapas e me tornei uma adulta ajustada, que até hoje adora jogos e brincadeiras, mas que sabe o momento certo de cada coisa. Dessa época, guardo muita nostalgia e boas lembranças, e sinto saudades de muitos brinquedos que fizeram parte dessa fase.
Eis que hoje descubro o Museu da Infância, através do Favoritos, e me delicio em rever e relembrar muitos desses brinquedos. Eis alguns de meus favoritos até hoje:
Fofoletes:

Tinha coleção dessas bonequinhas fofas que vinham em caixinhas que pareciam caixas de fósforos. Por parecerem com bebês, geralmente viravam filhas e filhos das minhas Barbies.
Playmobil:

Tive vários tipos de Playmobils. Várias e várias coleções. O item que eu mais gostava era o helicóptero, que até fazia barulho de verdade.
Topo Gigio:

Uma de minhas tias tinha um, e eu adorava brincar com ele quando ia na casa da minha avó, até que ganhei ele de presente. Lembro que passava aos domingos de noite, na Band, o programa do Topo Gigio, que eu não perdia por nada!
Boca Rica:

Esse é um brinquedo que eu não tive, mas minha prima, que morava com minha avó, tinha. Rendeu muitas tardes de diversão.
Aquaplay:

Desse aqui, tive toda coleção. Gostava de disputar com minha prima quem fazia uma pontuação maior em menos tempo ou menos tentativas. No final das contas, tudo sempre terminava empatado.
Brincando de Engenheiro:

Acho que ganhei esses blocos aos 5 anos. Gostava mais deles do que dos Legos. Adorava construir casinhas e cidades inteiras. Na verdade, gosto até hoje, mas agora eu não só construo casas, como decoro elas por inteiro, no jogo Sims 2.
Io-Iôs da Coca-Cola Company:

Tive toda coleção desses aqui. Meus tios tinham restaurante, que também era ponto de troca da promoção. Lembro que tinha até alguns que faziam barulho e acendiam luzes enquanto giravam.
Pense Bem:

Mais outro da série “minha prima tinha”. Eu sempre fui frustrada porque meus pais nunca me deram um, e olha que me davam muita coisa! No final sempre acabava em briga na disputa por quem jogava primeiro. Quando ela perdeu um dos livros, a gente já sabia até de cor as perguntas e respostas e jogava assim mesmo.
Super Game da CCE:

Eu confesso: eu não tive um Atari. Era muito caro. Mas tive um Super Game da CCE, que era nada mais que um clone do Atari, que utilizava os mesmos cartuchos. Muitos controles quebrei jogando River Raid, Pac-Man, Space Invaders, Donkey Kong e Pitfall, até que ganhei um controle estilo manche da Dynavision.
Confesso, também, que antes dele, joguei muito Telejogo: um console enorme, de plástico e madeira, que era ligado na tv e vinha com três jogos programados. No lugar de controloes, botões de girar, no próprio console, que permitia jogar em dupla.
Parodiando Roberto Carlos: “São tantas recordações, bicho…”
Imagens “emprestadas” do Museu da Infância. Vale a pena visitar o site. Além de brinquedos, também fala de desenhos, séries, revistas em quadrinhos, figurinhas que marcaram época. Além disso, você pode se cadastrar e adicionar brinquedos que marcaram sua infância, postar comentários e visitar o weblog do site.